A Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, espaço da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), também participa do Projeto #ARteSalva. Um dos serviços de extensão da Biblioteca, a Caixa-Estante, está disponibilizando 105 livros, de diferentes gêneros literários, às pessoas em situação de rua que vêm sendo atendidas na Serraria Souza Pinto por meio do Canto de Rua Emergencial.

O projeto Caixa-Estante é uma iniciativa que leva a leitura e a literatura a diferentes instituições públicas, privadas, organizações não governamentais, creches, centros socioeducativos, penitenciárias, APAE e asilos. Para a diretora do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secult, Alessandra Gino, a ação é fundamental para que as pessoas em situação de rua também encontrem dignidade por meio da cultura e da arte.

“Sabemos que o momento é delicado para todos nós, mas isso não significa que a ajuda esteja escassa. O #ARteSalva nos mostrou o caminho de realizar um trabalho transversal, oferecendo ajuda para as pessoas mais vulneráveis. Com o Canto da Rua Emergencial, podemos disponibilizar, além de serviços essenciais, um pouco de leitura, que também é um alimento para todos em situações difíceis, além de ser um instrumento fundamental para a formação cidadã”, destaca Alessandra.

Atualmente, o projeto Caixa-Estante está presente em 12 instituições. São encaminhados acervos cuidadosamente selecionados a instituições diversas, com o objetivo de garantir o acesso ao livro, à leitura e à literatura a pessoas que não podem se deslocar até uma biblioteca.

Sobre o #ARteSAlva

Iniciativa do Governo de Minas e Sesc em Minas, ao lado de mais de 60 parceiros da iniciativa privada e sociedade civil, o projeto foi lançado em 1º de junho. A ideia é criar uma rede de solidariedade e apoio aos profissionais da Cultura e Turismo, setores bastante impactados pela pandemia. O movimento reúne uma série de ações de auxílio às cadeias produtivas dos dois setores, por meio de articulação e reforço logístico a campanhas de arrecadação de doações, prestação de informações sobre acesso a políticas públicas, linhas de crédito, ações de capacitação, lançamento de editais e outras atividades.

O foco são profissionais e comunidades que se encontram em maior vulnerabilidade, como artistas de rua, técnicos, artesãos, guias de turismo, garçons, artistas, músicos, circenses, quilombolas, indígenas, ciganos e demais povos e comunidades tradicionais.

Para apoiar a coleta, o armazenamento e a distribuição de doações de diversas campanhas voltadas às cadeias produtivas da Cultura e do Turismo, o #ARteSalva conta com a parceria do Sesc em Minas por meio do Mesa Brasil Sesc. O programa possui equipe técnica e operacional qualificada para planejar a logística e executar a retirada e a distribuição das doações, além do acompanhamento e monitoramento das ações.

Desde o seu lançamento, o #ARteSalva arrecadou 46,6 toneladas de alimentos, distribuindo 45,3 toneladas para 165 entidades, beneficiando 94 mil pessoas. “A intenção é beneficiar o maior número de pessoas possível, por isso vamos intensificar diversas ações como lives e campanhas com artistas, para que todos se mobilizem por essa causa. Vamos ampliar as parcerias, fazer com que essas doações aumentem e cheguem a todo o estado”, destaca Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

Sobre o Canto de Rua Emergencial

A Serraria Souza Pinto,  espaço administrado pela Fundação Clóvis Salgado (FCS), que é vinculada à Secult, vem sendo reestruturada para receber as pessoas que estão mais vulneráveis à pandemia de Covid-19. A ação é fruto de articulação entre a Secult, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e a Arquidiocese de Belo Horizonte, por meio do projeto #ARteSalva.

O centro de eventos, localizado na região Central de Belo Horizonte, tem sido ponto de referência para abrigar a população em situação de rua da capital no período de distanciamento social. O espaço interno da Serraria foi dividido em diferentes praças para prestar variados serviços. Uma delas é a da Saúde, com profissionais avaliando se as pessoas em situação de rua apresentam sintomas de Covid-19.

Outra praça, destinada à alimentação, distribui lanches aos moradores. Há também a praça de Dignidade, disponibilizando sanitários e ambiente para banho e higienização. E o amparo está sendo ampliado, com profissionais destacados para assistir às questões sociais dos moradores, como documentos, denúncia a respeito de violência e explicações com relação a direitos humanos.

Foto: Pedro Vassalo