O Instituto Cultural Reino do Rosário, Guarda de Moçambique, do município de Timóteo, completou 15 anos de atividades no dia 23 de maio. A data torna-se cada vez mais importante para a comunidade que cultua seus santos padroeiros de geração em geração. Fundado em 2005, o Instituto é o único representante da Guarda de Moçambique no Vale do Aço.

Atualmente, a Guarda de Moçambique é presidida pelo Capitão-mor Luís Fabiano dos Santos e por Medianeira Maria como vice. São muitas as participações do grupo, composto por cerca de 70 integrantes que representam o município e o estado de Minas Gerais em vários festejos. Entre eles, se destaca a participação no Festival Nacional do Folclore de Olímpia (SP), Encontro Nacional de Congadeiros no Santuário de Aparecida do Norte (SP), Festa de Nossa Senhora do Rosário da Vila João Vaz (GO) e também por apresentações em cidades mineiras como Araújos, Bom Despacho, Dionísio, Divinópolis, Ferros, João Monlevade, Montes Claros e a capital Belo Horizonte.

A Guarda de Moçambique é considerada a mais importante nos festejos, cuja presença torna-se indispensável. Diz a lenda ter sido ela a retirar Nossa Senhora do Rosário das águas do mar. O levantamento e o arriamento de bandeiras, realizados respectivamente no começo e término das festas, devem contar com a sua participação.

Projeto Social

O Projeto Social “Família Reino do Rosário” de Timóteo, desenvolve Oficina de Percussão e Escolinha de Futebol para crianças de 6 a 16 anos da comunidade. Em tempos de pandemia do coronavírus, as aulas estão suspensas, mas o projeto social voltou seus olhos para as necessidades da comunidade com a distribuição de cestas básicas e máscaras.

O Instituto Cultural Reino do Rosário está concluindo o processo para registro da entidade, que, segundo Luís Fabiano dos Santos, será comemorado no final de setembro, com o primeiro Encontro Nacional dos Congadeiros, previsto para ser realizado em Timóteo, de acordo com a evolução da situação devido à pandemia. O evento, aprovado em edital pela Fundação Renova, promete a presença de grupos de congado de várias cidades de Minas e de outros estados e receberá o nome “Tambores do Vale”.

Tradição e Costumes

Para manter vivas as tradições e costumes do Congado em Timóteo, o Instituto Cultural Reino do Rosário gravou dois CDs e um DVD com cânticos e batidas que marcam as passagens da Guarda de Moçambique pelas ruas de importantes cidades do cenário nacional. Os instrumentos musicais são a zabumba, a caixa, a patagunga (ou xiquexique ou pernanguma), o reco-reco e a gunga ou paiá (uma correia com guizos que é afivelada nas canelas dos dançadores que produzem sons ritmados conforme a dança). A música do Moçambique é classificada por alguns estudiosos como "arrastada” (árdua, pesada), uma forma de exaltação da fé dos congadeiros e participantes durante os tradicionais festejos folclóricos religiosos. A entidade anuncia para o fim deste ano os preparativos para gravação de um terceiro CD, que será intitulado “Louvado Seja o Toque do Tambor”.

Frente de Congadeiros

Integrantes de vários grupos de congado estão formando a Frente de Congadeiros contra a Covid-19. Até o momento, 110 cidades aderiram ao movimento que promove ações sociais pelo bem das famílias em tempos de pandemia. Ramom Rodrigues, Capitão-mor da Guarda de Moçambique Belém de Uberlândia, é o coordenador da Frente de Congadeiros.

Live

No próximo domingo, 31/5, às 16h, pelo perfil /mocambique.timoteo, no Facebook, será feita uma transmissão ao vivo com a Guarda de Moçambique da Comunidade Nossa Senhora do Rosário, no bairro Bela Vista. O objetivo da transmissão é arrecadar alimento para famílias carentes. Participe!