cinema.

Cerca de 5 milhões de jovens pensando e escrevendo sobre a difusão e o acesso ao cinema. Foi com grata surpresa que a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) recebeu o tema da redação do Enem deste ano: “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Uma arte que, além de divertir, ajuda a desenvolver o pensamento crítico e é também uma das principais ferramentas econômicas da contemporaneidade. Sim, o cinema é cultura e um setor fundamental para a economia, que gera renda, emprego, recolhe impostos e movimenta toda uma cadeia produtiva. Por isso, é tão importante refletir sobre o assunto, falar sobre sua democratização e contribuir para o debate qualificado.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Marcelo Matte, ressalta a importância do cinema como um ativo cultural e econômico. Segundo Matte, “o cinema e a arte em geral não só permitem o reconhecimento do nosso lugar no mundo como sujeitos ativos da história, mas também têm papel relevante no desenvolvimento social e na retomada do crescimento econômico de Minas Gerais”.

A partir desse entendimento, a Secult enfrenta o desafio de criar e manter políticas públicas para o audiovisual, seja no fomento da produção do setor via lei de incentivo e editais ou no apoio à área de uma forma mais ampla, sempre com foco na democratização e descentralização do acesso.

O Sistema de Financiamento à Cultura de Minas Gerais tem se mostrado indispensável para o desenvolvimento de projetos culturais e para a economia criativa como um todo. O Sistema, que engloba a Lei Estadual de Incentivo à Cultura e o Fundo Estadual de Cultura, é um instrumento fundamental de apoio e fomento à produção audiovisual, capaz de gerar empregos e auxiliar o desenvolvimento econômico.

O Programa Exibe Minas é um dos exemplos de como as políticas públicas para o setor são essenciais para o incremento da cadeia produtiva. O edital, que reconhece e apoia a difusão da produção do audiovisual, amplia o contato do público com obras elaboradas por realizadores do estado. Dentre seus objetivos, estão o estímulo, o fortalecimento e a profissionalização da categoria por meio da realização de mostras, festivais ou cineclubes. Em 2019, o Exibe Minas pretende destinar R$ 1 milhão, via Fundo Estadual de Cultura, ao segmento.

A democratização do acesso ao cinema em Minas Gerais também é um foco importante da Secult e é promovida diretamente, por instituições culturais do estado, e indiretamente via incentivo fiscal aos projetos. A Fundação Clóvis Salgado, com seu histórico Cine Humberto Mauro, funciona todos os dias da semana com pelo menos três sessões diárias gratuitas. Os números de ocupação do espaço são surpreendentes e refletem a importância da atuação do estado no setor. Até o início de novembro de 2019, o Cine Humberto Mauro registrou um público de quase 58 mil pessoas – um aumento considerável comparado a 2018 que, no mesmo período, havia registrado 49 mil pessoas.

Paralelamente, mostras de cinema são viabilizadas por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, levando para diversos municípios do estado as produções audiovisuais mineiras e brasileiras. Com essas ações, governo, artistas e produtores conseguem ampliar o acesso ao cinema, formar novos públicos e fomentar a economia do estado.

Foto: Paulo Lacerda