O Museu Mineiro abriu suas portas para receber a primeira exposição do Coletivo Grassar em Belo Horizonte. A mostra “Estadia 2:” apresenta 12 trabalhos, de cinco artistas mineiros, e coloca em pauta as discussões sobre como a arte contemporânea dialoga com as obras de acervos permanentes de museus, evidenciando as tensões entre passado, presente e futuro. Participam da mostra os artistas Rodrigo Borges, Elisa Campo, Liliza Mendes, Roberto Bethônico e Daisy Turrer. A entrada é gratuita.

Em exibição na Galeria de Exposições Temporárias II, e com intervenções artísticas no acervo de longa duração do museu, a exposição ficará em cartaz até o dia 14 de julho e traz em seu corpo o trabalho “O tapete vermelho”, de Liliza Mendes. A criação estabelece uma conexão com a cadeira remanescente do antigo Senado Mineiro, em exposição na Sala das Sessões. O “tapete”, elaborado a partir de cerâmicas e costurado com linha vermelha, busca estabelecer uma noção de continuidade entre os objetos como forma de demonstrar a fragilidade dos caminhos percorridas pela política.

Outro destaque da mostra é a obra de Rodrigo Borges, intitulada “Tecido de fita”. O trabalho utiliza fitas adesivas para produzir superfícies planas a partir de papéis, papelões e outros materiais. As peças são confeccionadas em frente e verso e procura criar uma relação dialógica entre os planos. Já Roberto Bethônico, artista itabirano, leva para o Museu Mineiro uma série com sete desenhos de perfis de montanhas em formato A1. As peças contrastam a grandeza do céu com cenário montanhoso de Minas Gerais e da cidade natal do desenhista.

Grassar - Liliza Mendes - Tapete Vermelho

Segundo Rodrigo Borges, levar a exposição “Estadia2:” para dentro do Museu Mineiro mostra a força do trabalho desenvolvido. “Estar neste local centenário é muito significativo para nós. Ocupar esse espaço traz respaldo ao trabalho, pois está no cerne da nossa concepção artística dialogar com os acervos permanente de museus históricos. Outro aspecto relevante em expor em BH é apresentar a produção do grupo para a cidade que vivemos e poder ampliar nossa relação com público local”, pontua Rodrigo.

SOBRE O MUSEU MINEIRO

Localizado na Avenida João Pinheiro, corredor de acesso à Praça da Liberdade, o Museu Mineiro funciona em um belo casarão do final do século XIX, exemplar do conjunto arquitetônico original de Belo Horizonte. Antiga sede do Senado Mineiro e da Pagadoria Geral do Estado, o Museu criado em 1982, integra o Circuito Liberdade e é gerido pela Superintendência de Museus e Artes Visuais (SUMAV) da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

O Museu Mineiro coloca à disposição do público exposição de longa duração e mostras temporárias, tanto de artistas consagrados quanto de iniciantes, além de ampla programação relacionada ao patrimônio material e imaterial do Estado. Com acervo de mais de 3 mil peças, de variadas tipologias, datadas dos séculos XVIII ao XXI, a instituição tem como objetivo preservar, pesquisar e difundir registros da história e da cultura mineira.

O acervo em exibição apresenta a coleção de arte sacra, composta por peças do barroco mineiro e do período neoclássico. Sua pinacoteca é formada por obras do Mestre Ataíde e de importantes artistas mineiros como Celso Renato, Inimá de Paula, Amílcar de Castro, Márcio Sampaio, Aníbal Mattos, Belmiro Almeida, além de destacados artistas brasileiros, como Volpi e Di Cavalcanti. Também compõem o acervo da instituição utensílios domésticos e de uso pessoal, instrumentos de trabalho, objetos pecuniários e cerimoniais, insígnias, esculturas, com destaque para a coleção Jeanne Milde, dentre outros.

SERVIÇO

EXPOSIÇÃO ESTADIA 2:

Período: até 14 de julho de 2019

Local: Museu Mineiro - Avenida João Pinheiro, 342, Funcionários, Belo Horizonte/MG

Contato: Angelina Gonçalves – (31) 9 8876-8987 | (31) 3269-1109

Horário de visitação: de terça a sexta-feira – 10h às 19h | sábado, domingos e feriados – 12h às 19h

Entrada gratuita