Para homenagear o legado e a memória de Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, a Secretaria de Estado de Cultura e a Assembleia Legislativa de Minas Gerais celebraram na noite desta segunda-feira (19) o Dia do Barraco Mineiro. Criador da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, o escultor mineiro é o mais importante nome da arte barroca e rococó brasileira. O evento, realizado em parceria com o BDMG Cultural, recebeu o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, o presidente do BDMG Cultural, Rogério Faria Tavares, o ex-presidente do BDMG Cultural, João Paulo Cunha, e um dos organizadores do livro “Estudos sobre Belo Horizonte e sobre Minas Gerais nos 30 anos do BDMG Cultural”, Caio César Boschi.

Tema central do evento, o barroco foi exaltado pelo secretário de Estado de Cultura Angelo Oswaldo. “Ao celebrar o Dia do Barroco, que é a grande herança artística e cultural de Minas Gerais, nós abrimos novas perspectivas para a historiografia mineira. Mas nem tudo em Minas é barroco. Muita coisa produzida no século 18 é caracterizado como rococó. No entanto, o barroco passou a ser nossa designação, a nossa marca privilegiada”, pontua Angelo Oswaldo.

Crédito: Renato Cobucci

Além do Dia do Barroco, o evento promoveu o lançamento do Prêmio Diogo de Vasconcelos, do BDMG Cultural, que contempla com R$ 10 mil o autor do melhor trabalho de pesquisa sobre a história de Minas Gerais. “A intenção de valorizar a cultura é o que nos move e o relançamento desta premiação nada mais é que o reencontro deste banco de desenvolvimento com a sua história”, destaca o presidente do BDMG Cultural Rogério Faria Tavares.

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A noite ainda contou com o lançamento do livro “Estudos sobre Belo Horizonte e sobre Minas Gerais nos 30 anos do BDMG Cultural”, organizado pelos professores Caio César Boschi e Eliana de Freitas Dutra. O livro é fruto dos seminários “Escrita, memória, movimento: BH 120 anos” e “Minas e seus caminhos”, organizados pelo BDMG Cultural em 2017 e 2018. “Minas Gerais está às vésperas do terceiro centenário de sua institucionalização político-administrativa. Eventos comemorativos são sempre pretexto e oportunidade para exercícios intelectuais. O livro reúne reflexões sobre história, política, economia, arquitetura, urbanismo, literatura e música”, pontua Caio César Boschi.

Crédito: Renato Cobucci

O secretário de Estado de Cultura reforçou a importância dos lançamentos promovidos pelo BDMG Cultural. “O relançamento do Prêmio Diogo de Vasconcelos é um significativo estimulo ao trabalho daqueles que se devotam aos temas variados da nossa história. Ao mesmo tempo, a coletânea de ensaios sobre os 120 anos de Belo Horizonte e a história de Minas Gerais jogam luz em temas importantes da memória do nosso estado. São estudos que enriquecem a interpretação da história mineira e representam também mais uma grande realização da instituição”, avalia Angelo Oswaldo.

Presente ao evento, o ex-diretor presidente do BDMG Cultural João Paulo Cunha exaltou a iniciativa. “Hoje é uma noite que conseguiu congregar três ações muito importantes na área da cultura de Minas Gerais. São iniciativas significantes para o atual momento, onde a reflexão se torna cada vez mais necessária. O livro vai nos ajudar a pensar os dilemas e as dificuldades que o Estado passa. A premiação vem para valorizar a pesquisa sobre a história em Minas Gerais. E o Dia do Barroco mantém a nossa tradição”, reflete João Paulo Cunha.

Crédito: Renato Cobucci

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