Focado na valorização e sensibilização ambiental, o projeto Paisagens Atravessadas busca através da troca de experiências entre moradores de diversos biomas brasileiros conscientizar a população sobre a importância do respeito ao meio ambiente. Realizado pelo Instituto de Pesquisas Tapioca, o programa aposta na arte como forma de intercâmbio de conhecimento, fomentando exposições e trocas de obras artísticas elaboradas durante as oficinas oferecidas pelo programa em comunidades localizadas em diferentes regiões. A próxima edição do evento começa neste mês e vai de 12 de março a 9 de maio. Com recursos do Fundo  Estadual de Cultural, o projeto intermediará a interação entre a caatinga mineira, representada pela comunidade do Vale do Gorutuba, e o campo rupestre, simbolizado pelos moradores de Altamira. Serão oferecidas uma série de oficinas voltadas ao campo das artes visuais, como pintura, desenho, maquete/instalação, cerâmica, stop motim, cinema de animação, fotografia e vídeo arte, na comunidade de Altamira e entorno. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail institutotapioca@gmail.com.

Em sua primeira versão ​, o projeto foi realizado entre a comunidade de Altamira (MG), localizada no Bioma Cerrado (paisagem de Campo Rupestre) e a comunidade do Castanho (AM), inserida na paisagem típica de Florestas de Igapó, na Amazônia. Após um longo trabalho com oficinas de artes visuais na comunidade de Altamira, as obras produzidas pelas crianças e jovens sobre o Cerrado e Campos Rupestres “viajaram” para a Amazônia. O mesmo trabalho foi replicado para crianças e jovens amazonenses que produziram trabalhos artísticos sobre sua paisagem nativa para ser enviados para Altamira (MG). Por fim, com direito a suco de cupuaçu, a Comunidade de Altamira teve sua experiência amazônica concebida por meio de fotografias e obras realizadas pela Comunidade do Castanho (AM) durante a Exposição: “Paisagens Atravessadas: Amazônia X Cerrado.