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Seminário em Uberlândia

A 10ª Semana da Cultura Popular e o 3º Seminário de Economia da Cultura encerraram-se em grande estilo, no dia 07 de fevereiro, na cidade de Uberlândia, Triângulo Mineiro. A reunião de 520 violeiros, na Arena Sabiazinho, para a apresentação da maior orquestra de viola já registrada no Brasil e a presença do Secretário Estadual de Cultura, Angelo Oswaldo; do prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado; do presidente da Rede Minas de Televisão, Israel do Vale; do superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, Felipe Amado; e de cinco membros do Conselho Estadual de Cultura – Consec, no último dia de debates que embalaram as discussões sobre arte e cultura, projetaram os eventos como dois dos mais importantes para o segmento cultural do Brasil.

Seminário de Economia da Cultura

Ao longo de toda a semana, debates, palestras, oficinas e apresentações artísticas fizeram parte das atividades do 3º Seminário de Economia da Cultura, que teve como foco principal mobilizar o setor cultural para que ele saia da atual realidade de iminente colapso do financiamento público.

Convidados de peso no cenário cultural puderam ouvir e trocar ideias com os participantes e, juntos, concluírem que a sobrevivência e a existência da cultura dependem do apoio governamental. “Nós conseguimos demonstrar com propriedade que para a sustentabilidade da arte e da cultura é importante que elas sejam âncoras do desenvolvimento econômico de uma determinada região. É preciso que as autoridades olhem para esse segmento como fonte de renda para o município, estado e país”, informa um dos organizadores dos eventos, produtor da Balaio do Cerrado, Rubem dos Reis.

A carta de Uberlândia

Durante o Seminário de Economia da Cultura uma carta foi redigida por alguns dos membros do Consec e lida pelo Vice Presidente do Conselho, Aníbal Macedo, instantes antes do estabelecimento do recorde para que as cinco mil pessoas presentes tomassem conhecimento do conteúdo. No texto os conselheiros reivindicam um outro olhar para o segmento cultural por parte dos governantes e da sociedade em geral. Eles defendem a ideia de que cultura deve ser tratada como fator de desenvolvimento e para isto políticas públicas precisam ser adequadas.

Orquestra de violeiros

Desde a idealização da 10ª Semana da Cultura Popular e do 3º Seminário de Economia da Cultura, o objetivo foi levar a cultura mineira - com a tradicional música de viola, sotaque caipira e danças típicas - como âncora do tema “CULTURA: DA EXISTÊNCIA À SOBREVIVÊNCIA”.

Diante disso surgiu o desafio: realizar a maior Orquestra de Violeiros do mundo, em Uberlândia. A produtora Viola de Nois, representada pelo seu fundador, Tarcísio Manuvéi, com o apoio da produtora Balaio do Cerrado, foi em busca desse objetivo. Uma caravana formada por violeiros de Uberlândia passou por diversas cidades da região para convidar os amantes da viola para comparecerem, no dia 07 de fevereiro, na Arena Sabiazinho.

Violeiros representando 11 estados e o Distrito Federal fizeram uma apresentação histórica na noite de sábado (7). O encontro teve como objetivo reunir a maior orquestra de violeiros do mundo e entrar no "Guinness Book", o livro dos recordes. A ação também foi uma forma de homenagear o saudoso Pena Branca, falecido há quase cinco anos, e que até hoje inspira violeiros de todo o Brasil.

Um momento emocionante que entrou para a história cultural de Uberlândia e do Brasil. "Foi uma noite histórica. Provamos que a viola está mais viva do que nunca. Adolescentes, jovens, adultos e idosos estiveram envolvidos na apresentação. ‘A ficha ainda não caiu’, mas posso afirmar que não me esquecerei dessa noite. Foi emocionante", afirmou Tarcísio Manuvéi.

Balanço

Na visão dos organizadores, o objetivo foi cumprido. “Foi um evento que superou as nossas expectativas e que nos trouxe um fôlego a mais, com esperança de que sensibilizamos todos os participantes, independente do nível hierárquico, a não desistirem da cultura. Os nossos governantes receberam as nossas sugestões com ótimos olhos e a partir de agora não podemos deixar que essa luta esmoreça-se, pois nós, fazedores de cultura e arte, temos de trabalhar para defender a nossa sustentabilidade”, conclui o produtor da Balaio do Cerrado, Rubem dos Reis.

Reis acredita que com a realização desses eventos, Uberlândia e região contribuíram novamente para o desenvolvimento da economia da cultura, com a projeção da arte típica local.

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Encontro de Violeiros