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Museus de Minas Gerais

Museu Mineiro

Foto: Inês Gomes

O Começo de Tudo: História Natural,
Etnografia e Antiguidades Históricas.

O Museu Mineiro tem sua origem no Arquivo Público Mineiro, criado em 1895. A instituição se consolidou juridicamente quinze anos mais tarde, em 1910, quando se tornou responsável pelas seções de História Natural, Etnografia e Antiguidades Históricas, reunindo o acervo relacionado à História de Minas nos três períodos – da Capitania, da Província e do Estado.

Em 1977, sob a responsabilidade de implantação do  Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístisco de Minas Gerais(Iepha-MG), o projeto do Museu Mineiro iniciou sua efetivação. E no dia 10 de maio de 1982, a instituição efetivada passou a ocupar o prédio do antigo Senado Mineiro – restaurado e adaptado para a nova função.

Em abril de 1984, com a implantação da Secretaria de Estado da Cultura, a Superintendência de Museus e, conseqüentemente, o Museu Mineiro, desligaram-se do Iepha, passando a fazer parte da estrutura administrativa da nova Secretaria.

 

O Prédio
A construção do final do século XIX revela a arquitetura que marcou oficialmente a fase inicial da cidade. Modelos, conceitos e valores estilísticos e culturais de uma elite política, republicana, capaz de construir uma nova Capital.

O prédio foi restaurado, adaptado e tombado em 1978/1979 pelo Iepha-MG através do Decreto nº. 16.595, de 5 de dezembro de 1978.

 

Histórico
Os primeiros prédios de Belo Horizonte eram construídos sob rigorosa orientação de uma Comissão Construtora. Releituras de modelos europeus, as construções têm características ecléticas, recuperam as linhas básicas da arquitetura greco-romana e renascentista e apresentam ornamentos de nítida aparência afrancesada.

Ao redor da Praça da Liberdade, o centro administrativo da cidade (Palácio Presidencial e as três primeiras Secretarias de Estado), desenvolveu-se o bairro dos Funcionários, onde residia, como o nome diz, o funcionalismo público transferido de Ouro Preto.

 

Casas de Categoria
Denominadas casas-tipo, as residências seguiam categorias que iam de A a F, de acordo com a hierarquia ocupada pelo funcionário. As primeiras, tipo A, serviam aos funcionários menos qualificados e as últimas, tipo F, eram verdadeiros palacetes, destinados à cúpula do governo. As intermediárias abrigavam as demais classes de servidores.

Na Avenida Liberdade (atual João Pinheiro), principal via de acesso ao centro cívico, foram construídas casas-tipo F para servir de residência oficial a secretários de Estado. Essas casas, hoje Secretarias, receberam o mesmo requinte dado aos monumentos públicos da época. As antigas residências dos Secretários de Estado da Agricultura e das Finanças, por exemplo, eram construções vizinhas, implantadas no centro de seus terrenos, com recuos nos limites laterais dos lotes. Em seus projetos originais, possuíam jardim fronteiro e entrada lateral com varanda.

No início do século XX, os dois edifícios tornaram-se prédios públicos. A residência do Secretário da Agricultura recebeu o Senado Mineiro (1905) e a residência do Secretário de Finanças passou a instalar a Prefeitura Municipal (1910). Atualmente, os dois prédios abrigam, respectivamente, a sede do Museu Mineiro e a do Arquivo Público Mineiro.

 

Ao Longo dos Anos
A atual arquitetura do Museu Mineiro é resultado de incorporações de anexos e de sucessivas alterações internas e externas ocorridas ao longo dos anos.

A intervenção mais antiga, porém a mais significativa, teve início em 10 de fevereiro de 1905, e adaptou o prédio à sede do Senado Mineiro. O projeto anexou ao prédio principal um grande bloco transversal que seguia até o alinhamento da rua e ocupava o espaço antes reservado ao jardim. O novo bloco destinava-se à Sala das Sessões do Senado, e suas janelas abriam-se diretamente para a via pública.

A decoração da Sala das Sessões, que incluía uma balaustrada e arquibancadas para o público, foi realizada em 1908. Para a pintura do forro foi contratado o artista Alfredo Lima, que realizou os serviços em parceria com os pintores Manoel da Costa Azevedo, Pedro Miccusi e Francisco Tamietti.

Com a Revolução de 1930 e o fim do Senado Mineiro, as dependências do prédio passaram a servir à Pagadoria-Geral do Estado, que realizou uma série de intervenções descaracterizantes, incluindo alterações na divisão interna e nas janelas de sua fachada.

 

O Prédio de Hoje
Nos anos 70, com a transferência da Pagadoria-Geral do Estado para um outro local, o Governo do Estado decidiu destinar o prédio para a sede do Museu Mineiro. A edificação foi restaurada e adaptada em 1978–1979, sob a responsabilidade do Iepha-MG, que por meio do Decreto nº. 16.595 de 5 de dezembro de 1978, homologou o seu tombamento.

Nos últimos anos, as intervenções ocorridas no prédio visaram a dotar a instituição de espaços e equipamentos técnicos essenciais à natureza e às funções de um museu do porte do Museu Mineiro.

Atualmente, para a garantia de salvaguarda do monumento e para o cumprimento das atribuições institucionais, surgem novos e urgentes desafios, como a restauração do prédio e a elaboração de um novo plano de gerenciamento dos seus espaços convencionais – reservas técnicas, ateliês de conservação e salas de exposições que respondam às demandas culturais da sociedade contemporânea.



 
 

                   

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Palacete Dantas – Praça da Liberdade, 317 - Belo Horizonte, MG, Brasil
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